ESPÉCIES
AMEAÇADAS

Conservação

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, espécies ameaçadas de extinção são aquelas com elevado risco de desaparecimento na natureza em futuro próximo, com base nos melhores dados e documentação científica disponíveis. Infelizmente, este título é destinado a muitas espécies no Brasil e no mundo.

Quando falamos em espécies que correm risco de extinção na natureza, é fundamental entendermos fatores o que está fazendo esta espécie desaparecer e em quais regiões da sua área de ocorrência ela já foi extinta. Dessa forma, poderemos compreender as ameaças que afetam a espécie e delinear ações de conservação.

Quanto à categoria de ameaça em que ela será enquadrada, utilizam-se os critérios da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza), entidade responsável pela construção da famosa “Lista Vermelha”. A avaliação do grau de ameaça das espécies é essencial para definir as prioridades, identificar emergências e prevenir extinções. Comumente são utilizadas 7 categorias, sendo:

Pouco Preocupante (LC - Least Concern, em inglês): Quando a população está segura. Se após avaliação da população, a espécie não se encaixar em nenhuma das categorias de ameaça, ela enquadra-se nesta. Comumente espécies amplamente distribuídas, que ocorrem em vários lugares no mundo e são abundantes ficam nesta categoria. Exemplos de espécies classificadas nesta categoria: furão (Galictis cuja), quati (Nasua nasua), tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla), iguana (Iguana iguana), avestruz (Struthio camelus) e gaivota (Larus dominicanus).

Quase Ameaçada (NT - Near Threatened, em inglês): Nesta categoria ficam as espécies que ainda não são consideradas ameaçadas segundo os critérios utilizados, mas provavelmente serão enquadradas em alguma categoria de risco em um futuro próximo. Exemplos de espécies classificadas nesta categoria: lontra (Lontra longicaudis), ema (Rhea americana), flamingo-chileno (Phoenicopterus chilensis) e pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus).

Vulnerável (VU – Vulnerable, em inglês): Aqui são inseridas espécies consideradas em risco de extinção, após avaliação da população. Aqui considera-se que apesar de haver redução no número de indivíduos, há chances de reversão deste processo, se as ameaças diminuírem e a população voltar a crescer. Exemplos de espécies classificadas nesta categoria: girafa (Giraffa camelopardalis), hipopótamo (Hippopotamus amphibius), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), jaboti-tinga (Chelonoidis denticulata), píton-burmesa (Python molurus) e arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus).

Em Perigo (EN – Endangered, em inglês): Para as espécies que provavelmente serão extintas em breve. Exemplos de espécies classificadas nesta categoria: cardeal-amarelo (Gubernatrix cristata), jacutinga (Aburria jacutinga), papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), chimpanzé (Pan troglodytes), elefante-asiático (Elephas maximus) e tigre-siberiano (Panthera tigris altaica).

Em Perigo Crítico (CR - Critically Endangered, em inglês): Categoria de maior risco de extinção, quando são registrados alguns poucos indivíduos em natureza. Exemplos de espécies classificadas nesta categoria: macaco-prego-de-peito-amarelo (Sapajus xanthosternos), macaco-aranha-marrom (Ateles hybridus), rinoceronte-de-java (Rhinoceros sondaicus) e lêmure-mangusto (Eulemur mongoz).

Extinta na Natureza (EW - Extinct in the Wild, em inglês): A espécie é considerada extinta na natureza quando, após realizar diversos estudos em seus ambientes, ao longo de toda área de sua distribuição histórica, não se consegue encontrar mais nenhum indivíduo. Porém, ainda existem animais em instituições fora do seu ambienta natural, como zoológicos. Exemplos de espécies classificadas nesta categoria: a famosa ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) do filme Rio, e o mutum-de-alagoas (Mitu mitu), que inclusive é conservado em Zoológicos brasileiros e já teve alguns indivíduos reintroduzidos em natureza.

Extinta (EX - Extinct, em inglês): Quando não existem mais dúvidas de que o último indivíduo conhecido da espécie morreu e não há registros da existência dela em anos, ela é considerada extinta. Exemplos de espécies classificadas nesta categoria: Dodô (Raphus cucullatus), uma ave ícone quando se fala em extinção e o tigre-da-tasmânia (Thylacinus cynocephalus), sendo que o último indivíduo conhecido morreu 1936 no Zoológico de Hobart.

Além destas clássicas categorias, podemos ter espécies classificadas como:

Dados Insuficientes (DD - Data Deficient, em inglês): Quando não se tem informações suficientes para definir em qual categoria a espécie deve ser incluída, necessitando de mais estudos sobre sua população. Ou seja, há possibilidade de a espécie ser considerada ameaçada com a realização de novas análises.

Não avaliada (NE - Not Evaluated, em inglês): Espécie que ainda não foi submetida à uma avaliação de risco. Quando vier visitar o Zoo, você mesmo pode conferir a categoria de ameaça de cada espécie na placa informativa. Assim, você poderá conhecer melhor a situação da população destes animais para motivar-se pela sua conservação. Lembrando, mesmo que uma espécie ainda não seja considerada ameaçada, isto não significa que podemos deixar de protegê-la, afinal nosso objetivo também é trabalhar para que outras espécies não venham a correr risco de extinção!